Jack
novembro 30th, 2010 § 1 Comentário
Avesso a tudo ele partiu. Ouviu alguns comentários e outros despejou na lixeira mais próxima. Jack era sensível a vozes alheias, mas sabia escolher o que lhe servia. Fugiu para a montanha mais alta, para que pudesse pensar nas coisas que aconteciam lá embaixo. Jack era estranho, sentia frio no verão e calor no inverno. Sua doença era não ser óbvio. Caiu diversas vezes no poço dos dilemas, mas saia logo em seguida, dizendo “agora sim”. O agora nunca chegou. Jack exalava um cheiro estranho, uma mistura de esquecimento e suor. Alguns de seus amigos gostavam dele assim mesmo, outros queriam muda-lo um pouquinho, e outros estavam pouco se importando. Jack era ponto de interrogação. E talvez continue sendo. Após alguns minutos no topo da montanha, Jack chegou a uma conclusão, “agora sim”. E o agora fez com que pulasse. Jack não tinha asas.
- Eu queria tomates!
novembro 30th, 2010 § Deixe um comentário
Agora que as coisas estão ficando claras. Demorou. Já me sinto um nada caindo em um poço sem fundo. A morte talvez seja o caminho. Como sempre. Eu poderia ter dito muitas coisas mas não o fiz. Por mais clichê que pareça, a gente só colhe o que planta. Demorei a descobrir. O campo está cheio de berinjelas e por mais que eu tente saboreá-las com prazer, o gosto do fracasso não me deixa esquecer: – Eu queria tomates!
Desde aquele dia…
outubro 5th, 2010 § Deixe um comentário
O dia nasceu e ele não percebeu. Desde aquele dia, acordar para vê-lo nascer, perdeu completamente o sentido.
Comunicação
outubro 5th, 2010 § Deixe um comentário
Todos sabem quem você é. Todos sabem o que é. Todos sabem onde é. Nesse mundo de todos, sou só e não sei por que estou.